Quais são os meios que hoje me agradam? Onde me sinto bem comigo mesmo? Onde e em qual iniciativa quero dedicar-trabalhar?
Em conversa com o amigo Matheus nas escadarias do local que mais frequentei durante esses 5 anos de UFES, ponho-me a pensar. Onde quero estar? Quais as brigadas que me acolhem com verdade?
O que fazem desses locais agradáveis ou não, tangem quase que necessariamente as pessoas das quais o fazem frequentado, invisível ou solitário; irritante, agregador ou (des)necessário; a questão é que me pego questionando se os passos que trilhei até então frutificaram ou me iludiram mais em relações humanas, Lucas-Outros e a mim comigo mesmo. Porém não só as pessoas o circundam, mas sobretudo a nossa ação sobre aquele local, responderá o quão intenso, importante e gostoso ambiente x é para nós. Há também a aceitação própria do local para com aqueles que o aderem; provavelmente não serás bem acolhido numa Casa de Shows chique ou num templo de bermuda rasgada e chinelo de dedo, ao contrário pois, de terno e gravata num bar de esquina, porém mais apropriado estar de sunga e regata numa praia. Opa, que isso Lucas, tá atacando de consultor de moda agora? Não, não viaja... os exemplos poderiam muito bem ser trocados por questões ambientais-climáticas, do qual, poucas roupas em uma montanha com neve, não obstante à jaqueta de couro no Hawaii ou humanas, um policial não é bem-vindo no alto da favela, muito menos o pobre em bairro nobres e/ou de classe alta.
Encontramos nesses bobos exemplos duas diferentes se(a)gregações que devem ser combatidas/evitadas: uma repulsa natural do local por questões de incompatibilidade temporal e de grupo;
Abertura e compatíveis noções aos meios em que habito, sobretudo quando mostram-se receptivos, ao que quer dizer estar aberto, confortável à acolhida, apto em flexibilizar resistências de corpo e deixar que nos recebam; estar atento ao polo oposto, entendendo que não é em todo e qualquer lugar que somos bem recebidos., fazendo-nos adaptar, evidentemente com limites e tolerâncias; perceber onde e quais práticas-lugares que nos produzem, positiva e negativamente caracteriza um bom auto-conhecer.
Encontramos nesses bobos exemplos duas diferentes se(a)gregações que devem ser combatidas/evitadas: uma repulsa natural do local por questões de incompatibilidade temporal e de grupo;
Abertura e compatíveis noções aos meios em que habito, sobretudo quando mostram-se receptivos, ao que quer dizer estar aberto, confortável à acolhida, apto em flexibilizar resistências de corpo e deixar que nos recebam; estar atento ao polo oposto, entendendo que não é em todo e qualquer lugar que somos bem recebidos., fazendo-nos adaptar, evidentemente com limites e tolerâncias; perceber onde e quais práticas-lugares que nos produzem, positiva e negativamente caracteriza um bom auto-conhecer.
Que todo ser humano merece, necessita e caminha em direção a ambientes favoráveis as suas escolhas já é sabido, a reflexão aqui é: será que os ambientes que escolho são de fato benéficos a mim e ao meu corpo? O quanto compensa bater a cabeça no esmurrar o facão afim de melhorar meu ambiente 100% familiar ?
Além de outras questões sobre saúde - bora parar de fumar compulsivamente? (check mark) -, círculos familiares, trampo de barman e dedicados de cs 1.6, dedico ofereço esse som ao Matheus, companheiro de divagação desta tarde:
A música em questão é Quarto Escuro da banda
Segue a Letra:
Ando insatisfeito
Com a maldita farpa
Alojada em meu peito cada vez mais inflamada
Ando muito alterado sem saber para onde correr
Fumando um "baseado" atrás do outro sem sentir prazer
Afinal quero sempre mais sempre mais
Aceitar como sou agora não me satisfaz
Eu já não sou capaz de viver em paz
Sobre minha cabeça os tetos desmoronam
Esmagam minhas crenças
Amigos me abandonam
Antes que eu me esqueça o quanto sou infeliz
O anúncio me lembra tudo aquilo que eu ainda não fiz
Afinal quero sempre mais sempre mais
Aceitar como sou agora não me satisfaz
Eu já não sou capaz de viver em paz
Eu quero sempre mais
Sempre mais
Continuo a viver
Apesar de ser assim
Chegou a minha vez
E eu vou até o fim.
Quando comenta-se o escape pelo consumo de entorpecentes: pitar desenfreadamente em busca do esquecimento de si e dos problemas e não à cura/harmonização proporcionada pelo uso devido da substância, vê-se uma saída comum entre os jovens e adultos no doente mundo em que vivemos, postergando soluções e não encarar de fato o que precisa ser feito, um demasiado querer de consumo culminante a dissolução do próprio desejante: quero porque quero, não me contento com o que tenho e birro pra conseguir uma migalha ou outra a mais; busco de tudo, desejo e exijo sem limites restando-lhe o nada ou o superficial de cada desejo.
Deixando todo o chororô e mimimi de ninguém me ama e ninguém me quer (relembro aqui que Teco teve sua casa destruída por um incêndio inesperado em 2014) não a baixar a cabeça e esperar que as soluções caiam dos céus, indo atrás do que se quer com vontade e verdade, pois não importa o quanto se faça, produza e se crie, sempre há algo novo a ser desvelado.
.(entra-se aí cor de pele, quanto você tem na carteira, teu gênero, credo. guia, religião, cabelo, e muito mais)
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